Santa Casa de Marília: Transformação Digital e proteção do ambiente hospitalar

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Santa Casa de Marília: Transformação Digital e proteção do ambiente hospitalar

A transformação digital se configura em uma mudança de paradigmas e conexões em diversas áreas. Intrínseca à vida do séc. XXI é necessário analisar como ela afeta nosso dia a dia e relações de trabalho.

Mas mais do que relações comerciais, em alguns setores, ela auxilia diretamente na proteção à vida. Nesta série de reportagens entenda como a Transformação Digital (TD) impacta o setor hospitalar.

Santa Casa de Misericórdia de Marília

Com mais de 90 anos de atuação a instituição filantrópica Santa Casa de Misericórdia de Marília se mantém como um dos principais centros de atendimento hospitalar no interior paulista. Atendendo o sistema público e privado, conta com 355 médicos no seu corpo clínico e 1.100 funcionários.

Referência no SUS a Santa Casa abrange, segundo dados da instituição, cerca de 1,3 milhão de pessoas, sendo referência para 62 municípios do DRS IX (Departamento Regional de Saúde).

Estando tão próximo ao seu centenário a Santa Casa não cessa de investir em inovação e modernização de seu parque tecnológico, tendo a Harpo como parceira neste processo de Transformação Digital.

Fundada em 1929 a Santa Casa de Misericórdia de Marília segue como uma das principais fundações filantrópicas de São Paulo (Arte: Dep. Comunicação/HARPO)

Ganhos Diretos

Em processo de implementação em escala global a TD traz consigo a integração de áreas múltiplas e uma agilidade nos processos técnicos jamais vista. Quando nos adequamos às medidas deste processo ganhamos alguns dos bens mais valiosos do mercado: tempo e informação.

Através dos processos de TD você consegue, por exemplo, “integrar áreas nas quais se demorava para acontecer esse tipo de cruzamento de informações” coloca Kesley Rennan, Gerente de Projetos da Harpo.

Em um ambiente hospitalar a situação se mostra ainda mais crítica, como aponta Érica Guimarães, responsável pelo departamento de TI da Santa Casa de Misericórdia de Marília: “A informação é o coração do hospital, é através dela que são tomadas as decisões; desta forma ter um ambiente seguro é primordial para os hospitais.”

Bancos de Dados Hospitalares

Uma base de dados é fundamental para qualquer segmento do mercado. Como coloca Kesley “A tomada de decisões hoje é baseada em informações em tempo real e históricas, e você não consegue ter isso sem uma base de dados.”

Se tal lógica é real para qualquer nicho, no meio hospitalar o impacto de uma base de dados segura, protegida e de rápido acesso são ainda mais radicais. Uma vez que “além de informações de negócio (o banco de dados) está armazenando informações que muitas vezes são essenciais para o tratamento de um paciente.” coloca Kesley.

Não é muito difícil fazer um exercício rápido de impacto direto como coloca o Gerente de Projetos da Harpo “imagine um sistema hospitalar que armazene prontuários ou receitas de um paciente. Tendo a base (de dados) sempre disponível, em um momento de necessidade, você pode recuperar essas informações de maneira mais rápida. E possivelmente essa rapidez de acesso facilita a ação do médico. Em uma situação de risco isso pode salvar a vida de uma pessoa.”

Dia a dia hospitalar

No dia a dia da Santa Casa de Marília os procedimentos ligados a TD auxiliam em diversos processos. Como coloca Érica Guimarães “a tecnologia vem trazendo diversos benefícios.”

Entre tais benefícios a profissional de TI da Santa Casa elenca como principais “os processos que são implantados diariamente para garantir maior segurança na prescrição do paciente (alertas de interações medicamentosas, alergias, superdosagem, subdosagem, entre outros) e processo de preenchimento de documentos pelos médicos.”

Érica pontua também que “com a informatização da prescrição eletrônica muitos documentos já trazem diversos campos preenchidos de forma automática, o que agiliza e facilita tal processo para o médico.”

Impacto da COVID-19

A importância de uma sistema de dados operacional e seguro é medido através da colocação de Érica Guimarães “Independente da situação atual, uma pane no sistema de informações causa grandes transtornos.” Mas o que acontece durante uma situação de crise sanitária como a que vivemos hoje?

Kesley Rennan, profissional da Harpo nos ajuda no exercício: “Pense que durante a COVID-19 o fluxo de pessoas dando entrada no hospital é maior. Logo o uso do sistema cresce de maneira exponencial, consumindo mais os recursos disponíveis. Por isso o trabalho de monitoramento dos técnicos e as previsões do Harpo Total Care  tornam-se tão importantes: “Através dessas ferramentas de monitoramento nós conseguimos prever algumas situações e já atuar proativamente, para evitar um problema.”

E enfatiza a importância da monitoria especializada “nessa situação o transtorno seria muito maior se houvesse interrupção do sistema. O pessoal passando mal, com suspeita de COVID e o sistema parado sem poder dar entrada no hospital por uma falha operacional. Isso atrapalharia muito no hospital.”

Monitoria 24/7 

O monitoramento constante é a parte integral das relações da Harpo com seus clientes e em momentos de crise nosso comprometimento se mostra imprescindível. Mas afinal, como a Harpo se prepara? “Através das ferramentas de monitora, da capacitação dos funcionário para quando existir um problema atuar de maneira efetiva. Não gastando tempo procurando mas tendo o conhecimento prévio. Agindo de maneira assertiva para restabelecer o sistema e a prevenção de incidentes.” Kesley nos responde. 

Questionada sobre a relação da Harpo com a Santa Casa e a articulação de um sistema da dados seguro Érica coloca que “Acho extremamente importante essa parceria, pois a Santa Casa dispõe de uma equipe de TI muito pequena para toda a demanda. ”

Medidas e Ações Pró Ativas

A proatividade na monitoria e resolução de problemas são a chave mestra nas medidas tratativas da Harpo. Kesley explica melhor: “nós conseguimos hoje ter um nível no monitoramento que a partir dos dados coletados em tempo real a ferramenta consegue prever algumas situações de crise. Principalmente falando de banco de dados. Então ela já lê (a possível situação) e acende um alerta pra gente. Dando este alerta em tempo hábil, os analistas atuam de forma imediata e preventiva. Impedindo a evolução do alerta para um incidente que interromperia o sistema ou o uso dele.”

Em algumas situações, no entanto, mesmo contando com uma I.A. extremamente responsiva é possível que haja problemas e imprevistos. Como Kesley coloca “existem casos em que isso acontece,que é inevitável e o sistema não consegue prevenir tudo. Neste caso ações reativas são importante no sentido de atender com rapidez.” O SLA, tempo de resposta de serviço, da Harpo é imediato; “A monitoria da Santa Casa é 24/7 então a gente tá 24h acompanhando o ambiente de lá. Então quando tem algum incidente o plantonista atua de imediato.”

Disaster Recovery:

Além de medidas tratativas, ferramentas de contorno da situação são imprescindíveis. Uma das soluções utilizadas pela Santa Casa de Marília é o DISASTER RECOVERY (DR)  que atua em caso de pane do ambiente.

O DR funciona da seguinte maneira: mesmo que haja uma problema no sistema da Santa Casa, o banco de dados do hospital está integrado à nuvem e, portanto, protegido. 

Kesley Rennan nos auxilia no exercício de compreensão: “Imagine que a gente teve um problema efetivo no banco de dados, mesmo com equipe qualificada para fazer da maneira mais assertiva possível vai existir um tempo para a resolução. Mesmo que seja, por exemplo, de 30 minutos. Seriam 30 minutos.” O que num hospital é um tempo precioso.

No caso, não de pessoas paradas, como explica Érica Guimarães em caso de pane no sistema do Hospital “nós entramos com plano de contingência manual, o paciente não fica esperando… o transtorno mesmo é ter que inserir tudo no sistema depois que o mesmo volte a funcionar.” Mostrando na prática que ainda com todo o aparato tecnológico possível as vezes é necessário correr contra o tempo.

Através desta solução quando se tem um problema no ambiente principal, o sistema secundário, do Disaster Recovery, é ativado e ele supre a demanda do momento. “o usuário, lá na ponta, ou não vai nem sentir essa queda do ambiente principal ou vai sentir uma queda muito baixa – o downtime do ambiente vai ser muito rápido.” 

Dessa maneira os profissionais da Harpo terão como se dedicar a resolução sem que o acesso ao banco de dados seja comprometido “ e por trás, nós já estaremos trabalhando na demanda em paralelo, para resolver a situação que ocasionou a parada do ambiente principal.” coloca Kesley.

Mais Informações

Acompanhe as próximas reportagens da Harpo e entenda como a transformação digital modifica o dia a dia de um hospital e a importância da Tecnologia de Dados na área da saúde.